Primeiras Impressões – Highschool DxD

CUIDADO, O POST CONTÉM IMAGENS NSFW!

Caros leitores. Gostaria muito de agradecer a vocês por tudo! Tanto pelos comentários, por compartilhamentos, etc, de verdade. Não tem nada melhor do que um blogueiro iniciante receber tanto feedback quanto eu recebi. E isso só ocorreu com a iniciativa dos meus amigos, alguns até donos de blogs (que se encontram ali ao lado no blogroll). Mais uma vez, meu muito obrigado! Enfim, vamos ao que interessa. As primeiras impressões que trago hoje são do anime Highschool DxD (ハイスクールD×D), baseado numa novel ainda em publicação de mesmo nome, lançada em 2008 (também foi lançado um mangá em 2011). A história segue Issei Hyodo, um estúpido estudante do segundo ano do ensino médio pervertido que é morto por uma garota no seu primeiro encontro. Issei é reencarnado como um demônio, e daquele dia em diante, ele vira servo de Rias, uma demônio de alto nível que também é a garota mais linda do colégio de Issei.

Vamos lá. Começaremos pela história meio clichê: cara conhece uma garota que no começo é super gentil e simpática e de repente tem sua personalidade alterada e acaba matando ele. Chega uma garota que faz uma magia bizarra com ele, e acaba acordando normalmente na sua cama, pensando que tudo era sonho, já que ninguém lembra dessa suposta garota que saiu com ele e tudo relacionado à ela não existe. Depois ele percebe que não é o mesmo, algo está errado, daí aparece alguém tentando matar ele novamente, mas a mesma pessoa salva ele. Depois acontece a mesma coisa de acordar pensando que era um sonho, só que dessa vez ele acorda com a garota que salvou ele nua do lado dele. E ele também. Clichê?

Outra coisa “interessante” em falar é o fanservice presente no anime. Algo inacreditável. Desde o início, após um começo com uma pitada de suspense fraca, surge a frase “Quero apertar uns peitos”. Logo após conhecemos o grupinho de tarados do colégio que não pegam ninguém, e graças ao clichê, estão no grupo o protagonista (apesar da sua boa aparência), um nerd e um típico japonês. Além disso, o colégio que era exclusivo para meninas virou misto, mostra calcinhas sem motivo, garotas de swimsuit, o fato de ter mais garotas que garotos… como disse o Issei, o “harém perfeito”. Diria fanservice perfeito. Enfim. Ah sim, e não há censura de seios, apenas de órgãos genitais (que aliás, aparecem censurados com uma faixa de luz, o que vai fazer com que um enorme grupo  de… pessoas comprem o BD/DVD para ver se a mesma foi retirada).

O anime tem um traço muito mediano, inclusive nas batalhas (o que aparentemente é algo extremamente secundário nesse anime que busca apenas dinheiro usando fanservice como base). Tentam aplicar um humor muito fraco pra compensar, sem sucesso. Aliás, tem uma coisa que me deixou inconformado: Issei, ao ver que a garota que ele estava saindo começa a se transformar em um demônio, rapidamente… fica prestando atenção nos seios da garota. E não foi só aí, ao estar quase morrendo por um anjo caído já no final do episódio, ele diz: “Prefiro mil vezes ser morto por uma garota gostosa”. Bom, acho que não preciso mais de argumentos para provar que o anime só se baseia em fanservice, não?

Enfim, Highschool DxD é para você que… bom, gosta de um fanservice. Só. Mesmo com essa história de demônio, anjos caídos, mundos paralelos, etc. Isso é só para camuflarem o anime e ter algo pra tentar seguir. O MyAnimeList não fala ainda quantos episódios serão feitos, mas provavelmente não deve passar de meia temporada (12~13 episódios). Espero que o próximo anime que eu analisar seja um que eu goste, vocês leitores devem até achar que sou hater de tudo, poxa.

Primeiras Impressões – Brave 10

Perguntei no twitter sobre qual anime da nova temporada eu deveria fazer as “primeiras impressões” aqui no wiredbeta. Empatou (1×1), mas como a @walkerRah, do blog Special Days, tem prioridade (já que ela gosta de Poyopoyo Kansatsu Nikki), estou trazendo para vocês Brave 10 (ブレイブ・テン)! O anime é baseado em um mangá de mesmo nome (que aliás, está sendo distribuído aqui no Brasil pela Panini Comics e só está faltando o último volume para ser concluído), e que recebeu uma continuação em 15 de julho de 2011, chamado de Brave 10 S (ブレイブ・テン・スパイラル, ou Brave 10 Spiral). Brave 10 conta a história de um samurai chamado Inga, que encontra uma sacerdotisa chamada Isanami e acaba salvando-a de alguns assassinos que estavam atrás dela. Após inúmeros pedidos de Isanami, o samurai cede e acaba acompanhando-a até Sanada Yukimaru, um poderoso senhor feudal da era Sengoku. Mas Ingo descobre que, além de Isanami não ser uma sacerdotisa qualquer, o grande Sanada está tramando um grande plano, tentando reunir 10 poderosos guerreiros.

Gostaria de começar falando da opening. Algumas pessoas reclamaram o fato dos 10 guerreiros já estarem sendo mostrados na mesma, não tendo aquela “curiosidade” em conhecê-los pouco a pouco acompanhando o anime. Isso, na verdade, mostra que o anime busca o conhecido fandom: para pessoas normais, que querem apenas ver algo com aquela dose de ação e batalhas (até porque passa de madrugada lá), e as otomes ou fujoshis, graças ao grande número de homens que, aparentemente, não gostam muito de mulheres (vejam, mesmo sendo uma sacerdotisa, Isanami é a única mulher que passou o anime todo, e Inga ainda ignora totalmente ela, até tendo um ataque ao ver ela seminua deitada ao seu lado), algo que provavelmente se resultará em muitos Dōjinshis por aí.

Brave 10 é baseado em Dez Heróis de Sanada (真田十勇士), novel escrita por Sanada Sandaiki no período Edo (e não foi apenas Brave 10 que usou a novel como base. Os animes Sengoku BASARA, Samurai Deeper Kyo e o game Samurai Warriors 2 também a usaram). Talvez isso dê uma pequena impressão de qualidade, mas apenas a impressão. Apesar de traços bem feitos, as lutas são medianas, e a história parece ser apenas uma cópia bem clichê de animes que fizeram sucesso. Aliás, vamos falar dos clichês.

Obviamente, a garota não era qualquer sacerdotisa. Ela guarda um grande poder. Ingo também não é qualquer um, e dá para ver como todos tratam ele diferente ao verem sua espada (no bom sentido). Muita coincidência os dois se encontrarem, não? Aparentemente, os 10 guerreiros possuem poderes diferentes, com skills diferentes. Clichê. A sacerdotisa não é delicada e tímida como “deveria ser”. Ela é totalmente hiperativa, come muito e é extremamente infantil. Clichê. Além de diversas outras coisas, como Inga descobrir o segredo de Sanada, conflito engraçado entre Inga e a sacerdotisa, etc.

O anime deixa muito a desejar. Talvez o alto número de clichês e falta de criatividade façam o anime ser totalmente mediano ou abaixo da média. Recomendo para pessoas que gostam de animes de ação, com muitas lutas, batalhas e personagens com skills diferentes e armas diversas. Caso você esteja procurando um anime com boa história, passe longe. Não consigo imaginar uma boa reviravolta para o anime. Até mesmo o preview do próximo episódio, que era para te fazer ter vontade de vê-lo, me deixou sem esperanças. O anime também teve suas primeiras impressões lá no blog Nahel Argama.

Primeiras Impressões – Kill Me Baby

Bom, primeiro post no blog, já começando com um dos lançamentos da primeira temporada de 2012! E o anime que receberá minhas primeiras impressões será Kill Me Baby (キルミーベイベー), da J.C. Staff (produtora dos famosos animes Nodame Cantabile, Toradora!, Shakugan no Shana, entre outros). O anime segue o estilo chibi (todo ele) e segue a engraçada vida de uma típica estudante Yasuna e Sonya, sua colega de classe assassina. Sonya tenta controlar seus instintos naturais de assassina, enquanto a Yasuna tenta ajudá-la, sendo amigável com ela, só que sempre acaba machucada. Kill Me Baby é baseado num mangá de mesmo nome e mesmos traços, criado por Kazuho e publicado desde 2008.

A “história” é um tanto “criativa”: colocar uma assassina adolescente com instintos naturais incontroláveis em um colégio… mas tem uma coisa errada. Ela tem uma amiga, Yasuna, que acha esse papo de ser assassina ser totalmente normal (claro, todos nós temos amigos assassinos no colégio). E não é só isso. Além dela achar isso totalmente normal, ela ainda tenta ser super amigável com a Sonya, mesmo tendo sua mão quebrada ou simplesmente levando um susto. Aí vocês me perguntam: “Nossa, um anime com uma história dessas… que horrível! Nem vou assistir…” Não é bem assim.

Kill Me Baby é um anime para se descontrair, rir de algumas partes (é, só algumas, mas vou falar sobre a comédia mais adiante), e não um anime para ser levado a sério. O objetivo de Kill Me Baby não é ter uma história densa com personagens bem trabalhados e ótimas trilhas sonoras, e sim um anime simples voltado exclusivamente para a comédia. De primeira dá para ver que o anime não é bem trabalhado, e alguns devem ter achado isso um ponto fraco. Mas não é. Isso se deve à semelhança com o mangá, já que o mesmo é assim, simples.

Sobre a comédia: boa. Mas esse “boa” faz com que o anime fique extremamente mediano. Vamos seguir a linha do raciocínio: não tem história, não tem animação, não tem trilha sonora… o mínimo que tinham que fazer era trazer um bom nível de comédia. Não sei se nós, brasileiros, somos mais rigorosos em relação à comédia, mas achei muito fraca. Isso fez com que o anime se tornasse alvo apenas de otakus que curtem um moe (vide o @eduardoketsura_, do Planeta do Moe, que aliás fez um post sobre o anime aqui).

Bom, não tenho mais o que dizer. O anime não vai progredir, nem regredir. É o típico anime que mantêm o ritmo, nada de novidades. Se você gosta de ver um anime com alguns elementos moe, rir um pouco, ou até mesmo só aumentar sua MyAnimeList como muitos que vejo por aí, é uma boa pedida. Agora se você está afim de um anime com uma intensa história, ótimas animações e coisas revolucionárias, passe longe. Aliás, tem o outro tipo de pessoa que pode ver esse anime: os que não tem nada para fazer (eu).

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